quarta-feira, 13 de julho de 2016

Rubrica de avaliação do Trabalho Final - Estudo de Caso - da disciplina de Didática


Rubrica de avaliação do Trabalho Final - Estudo de Caso - da disciplina  de  Didática

Competências
Atividades
Indicadores de desempenho

Valor
Resultado esperado

Conhecer  concepções de ensino no Brasil e identificar suas  diferenças.
Leitura, pesquisa individual
(aula  distância)
Entendimento e domínio teórico

Demonstrar domínio teórico dos conceitos e concepções referente à disciplina.



Desenvolver habilidade virtual de aprendizagem. Experimentar o estudo individual e a distância por meio de mídias digitais.





Experimentar diferentes mídias digitais para desenvolver participação, reflexão e autonomia.. Cultivar a curiosidade em pesquisar a partir de  outras realidades fora da sala de aula.









Desenvolver, apresentar trabalhos acadêmicos por meio das tecnologias digitais






Saber fazer relações conceituais e intertextuais.
Desenvolver autonomia do pensamento.

Experimentar diferentes metodologias educacionais e
e situações de aprendizagem em diferentes espaços reais.

Conhecer a relação do trabalho docente e sua  organização no contexto da sociedade capitalista.
Leitura prévia de textos disponibilizado no PVANET (Ambiente virtual de aprendizagem) da UFV-Mg.(aula a distância)

Atividade de resolução de problemas. (aula presencial)


Debate entre discente-discente e discentes-professora. (aula presencial)
Uso das tecnologias digitais individual/colaborativa.


Elaboração e entrega das 3 atividades propostas (impresso e digital) no decorrer da disciplina:

Atividade 1











10,0

Estabelecer relação entre contexto social e da escola no processo de formação do professor.
Leitura e estudo sistematizado do material disponibilizado no PVANET (aula a distância)
Participação colaborativa no Fórum de discussão (Resolução de perguntas problematizadoras)
Participação no Chat e no perguntas e respostas.
Uso do PVANET
•  Forum
•  Chat
•  Perguntas/Resposta
YOUTUBE
GOOGLE DRIVE

10,0
Identificar na constituição da identidade do professor a influência de aspectos sociais, culturais e políticos.
Atividade de resolução de problemas. (aula presencial)
Atividade 2


10,0
Identificar e reconhecer noções de planejamento e diferentes estratégias de ensino.
Leitura e estudo sistematizado do material disponibilizado no PVANET (aula a distância)
Participação colaborativa no Fórum de discussão (Resolução de perguntas problematizadoras)


Conhecer, identificar e diferenciar plano de aula na perspectiva de metodologias convencionais e ativas.
Debate entre discente-discente e discentes-professora. (aula presencial)


Compreender a ideia de interdisciplinaridade e sua relação com a aula, ensino, escola, educação, sociedade e cenário mundial.
Atividade de resolução de problemas (aula presencial)
Atividade 3
10,0
Aprender fazer relação entre teoria e situações reais da sala de aula.
Atividade de vivência em escolas de educação básica;

Observar, desenvolver, produzir e apresentar um estudo de caso; e também uma proposta de Plano de Aula.
Apresentação  do Estudo de Caso:
1.Parte Teórica:
Justificativa da escolha da escola.
Apresentação do contexto escolar
Relato do caso - Narrativa
Relação entre teoria e prática
Plano de Aula
2. Mídia digital usada na exposição e socialização do Estudo de Caso e do desenvolvimento da aula;.

60,0




quinta-feira, 30 de junho de 2016




A utilidade  das  tecnologias digitais nas aulas invertidas da disciplina de Didática

As tecnologias digitais contribuem com metodologias que buscam cultivar a curiosidade, iniciativa e criatividade  do aluno.
Dentre tantas, conheça três:


O slideshare é  gratuito. Acessível à professores e alunos, basta clicar em: www.slidershare.net e a aprendizagem acontece de modo interativo, pois:
Permite apresentações e confecção de vídeos.
 Ativa a curiosidade e imaginação  do aluno

O Timeline é  interessante a professores e aluno, pois:
É gratuito e muito simples para fazer o download pelo seguinte endereço: http://www.timeline.com.br.  É  divertido, pois permite animações com imagens e efeitos especiais.

Quem não se encanta  com um câmera fotográfica? 
É uma diversão tanto para criança como ao adulto. O uso do Yotube é uma tecnologia que serve ao aluno e ao professor. Fácil acesso, gratuito e uso simples.
É vinculado ao google e pode usar a mesma conta. www.youtube.com.br. 
É um canal para as aulas saírem do território fixo da escola. Por meio de vídeos os espaços de aprendizagem são recriados e o tempo de aprender acontece em qualquer momento, pois com eles podemos armazenar os vídeos. E as aulas, tornam-se mais atrativas.

Tanto o professor e aluno assumem papeis diversificados: autor, narrador, contador de histórias e divulgadores de experiências, estudos e produções científicas.

domingo, 12 de junho de 2016

Por que os alunos não prestam mais atenção nas aulas?




Reflexões sobre o tema 1
Essa questão inquieta você?
Enquanto professora, muitas vezes já sair de sala de aula angustiada porque os alunos preferiram navegar no smartphones a me ouvir.  Quando isso acontece, nós, professores ficamos desesperados, não paramos para pensar que nesse tipo de aula falamos o tempo todo, como se o aluno só tivesse olhos e memória. Essa é uma situação típica no cenário educacional cuja solução acontece de diferentes formas.
Alguns professores usam o autoritarismo e obrigam o aluno prestar atenção na explicação. Será que essa via é a mais adequada?  Parece-me que tais educadores fecham os olhos para o cenário frenético em que as pessoas fazem mil coisas e estão em vários lugares ao mesmo tempo. Tudo no século XXI é dinâmico e muda rapidamente, como diz a música “tudo muda o tempo todo no mundo” (Lulu Santos).
Infelizmente uma parte dos educadores ainda não se sensibilizarem em abrir-se para ouvir as necessidades do aluno que vive e partilha sua vida de modo  on line.  Estamos falando dos nativos digitais. É a geração tecnológica que vive, pensa e faz tudo ao mesmo tempo. Eles realizam multitarefa, têm pensamento paralelo, usam multi recursos e são habilidosos no manuseio das multimídias.
Segundo o pesquisador Nilbo Nogueira (https://www.youtube.com/watch?v=eguk20076c)  os nativos digitais têm necessidade do dinamismo, por isso, não se sentem motivados pelas aulas em que os recursos são limitados, uso apenas do texto, da tarefa única e do pensamento sequencial. O aluno não se movimenta, nem fisicamente nem cognitivamente, ele é observador, passivo, recebe informações que lhe são transmitidas.  Esse modelo de aula para ele é insuficiente, comprova as pesquisas e os próprios educadores.  
O mundo mudou, a ciência e as tecnologias se aperfeiçoaram. As necessidades humanas se transformaram e o aluno também. Nilbo Nogueira chama atenção para as necessidades do aluno. Esse olhar sensível ao aluno causa implicação nos processos de aprendizagem, de modo a gerar alterações significativas no ensino. De uma perspectiva autoritária, obrigatória e linear em que a necessidade do aluno não é considerada passa-se para processos de aprendizagem mais flexíveis, livres, circulares e ativos. Assim, o aluno sente-se desafiado. Ele se vê em situações que exige o exercício de seu pensamento, ação, colaboração, investigação e realização de várias tarefas simultaneamente.
Esse modelo de aprendizagem é uma das soluções apresentadas pelos estudiosos que tem se debruçado a pesquisarem e investigarem sobre as metodologias ativas cujo como objetivo central é muito mais do que fazer o aluno prestar atenção nas aulas. A expectativa é conectar o aluno aos processos de aprendizagem, de modo a ser protagonista e agente do próprio conhecimento. Estamos falando em aulas que se realizam por meio de algumas metodologias ativas, como: aula invertida, aprendizagem baseada em problemas (PBL), aprendizagem baseada em projetos (ABP). Geralmente, essa metodologia faz uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s) para que possa ser desenvolvida.
 Nosso objetivo aqui não é aprofundar em cada uma dessas três perspectivas, trata-se apenas de mencioná-las, porém para aqueles que se interessarem nesse assunto indicamos alguns trabalhos[1].
Mas, afinal como funcionam as metodologias ativas que se realizam por meio de projetos?
Para fazer essa demonstração pesquisamos o trabalho desenvolvido em uma Associação Civil de Assistência Social cuja natureza é beneficente, filantrópica e cultural e não tem fins econômicos e nem lucrativo. Essa instituição atua na área de Assistência social e educação. Está localizada no interior do Estado de São Paulo – município de Cotia-SP, destina-se em atender famílias desse município e cidades vizinhas.
Essa entidade compreende que a escola é
um espaço de humanização no qual a criança é convidada a vivenciar os conhecimentos, as diversas formas de compreender e estar no mundo que a cerca. A escola é um local que propicia oportunidades para desenvolvimento de habilidades sociais, críticas e da autonomia.  (http://www.projetoancora.org.br)

A criança é compreendida como
um indivíduo único e deve ser tratado como tal. Não nos interessam as padronizações escolares convencionais de idade, séries, gênero. O que nos importa são os interesses do educando, suas necessidades, descobrir e encorajar suas aptidões e potencialidades, respeitando sempre sua história e sua cultura. (http://www.projetoancora.org.br/)

O seu ideal de educação é o “aprender sem paredes, no convívio com os outros”. (http://www.projetoancora.org.br) E a principal razão de existir está associada ao desenvolvimento de “cidadãos conscientes de suas capacidades para construir coletivamente uma sociedade justa, equilibrada e sustentável” (http://www.projetoancora.org.br). Os trabalhos educativos dessa escola são desenvolvidos por meio do projeto cujo nome é Âncora. Eis a maneira como ele funciona: “ implode a tradicional relação hierárquica entre mestre e discípulo. Aqui o aprender se faz junto, na troca de experiências, de ideias, de gostos e de sonhos. Temos como meta o desenvolvimento da autonomia - a do educando e a dos educadores”. (http://www.projetoancora.org.br).
 Para isso a escola dispõe de “ferramentas que auxiliam a prática pedagógica, possibilitando o exercício da reflexão, da autonomia e do engajamento coletivo” (http://www.projetoancora.org.br). Nessa perspectiva as salas de aulas são substituídas pelos espaços de convivência. Esses são 
espaços de aprendizagem todo e qualquer local em que a criança se sinta à vontade para aprender e, nos 11 mil m² de terreno do Projeto Âncora, estão amplas áreas verdes, quadras de esporte, circo, salões de estudo equipados com livros didáticos e computadores, refeitórios, pista de skate, salas de música, de dança e de artes e uma biblioteca com mais de dez mil livros. (http://www.projetoancora.org.br)

Para melhor compreendermos a lógica dessa escola, vejamos a figura abaixo:
Descrição: http://projetoancora.org.br/img/info02-1.jpg

As estratégias que utilizam para o alcance do exercício da participação e autonomia se dão por meio de Oficinas e Comunidades de aprendizagem cujo objetivo é o “Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos”. Para isso,
são oferecidas diversas oficinas que favorecem o aprendizado na prática. Circo, teatro, artes plásticas, canto, instrumentos musicais, produção musical, tricô, horta, inglês, espanhol, italiano, skate, esportes, marcenaria, culinária, eutonia, capoeira, danças brasileiras e confecção de brinquedos são alguns exemplos. Contamos ainda com parceiros que fornecem atividades fora da instituição: a Escola Raquel Natação, o Instituto Barrichello Kanaan e a Associação de Serviços Comunitários a Idosos (ASCI). (http://www.projetoancora.org.br)

As comunidades de aprendizagem

são práxis comunitárias baseadas em um modelo educacional gerador de desenvolvimento sustentável. É a expansão da prática educacional do Projeto Âncora para além de seus muros, envolvendo ativamente a comunidade na consolidação de uma sociedade participativa. Os projetos a seguir são os primeiros passos para a formação de comunidades de aprendizagem. (http://www.projetoancora.org.br)

Tais comunidades se subdividem em: Escola de Mosaico, Bancos de Superadobe, Projeto Convidam Suave, Pontes Digitais- Encontros de Educação. As atividades que acontecem em cada uma delas podem ser observadas a seguir.

Escola de Mosaico-
Ensino da técnica para revestimento de grandes áreas de piso e parede em formato de curso profissionalizante. Essa atividade já existe há 16 anos e inúmeros painéis foram executados em todo o País proporcionando renda para membros da comunidade local.
Bancos de Superadobe-
Projeto de produção de bancos de superadobe com revestimento em mosaico, com a participação de jovens, suas famílias e membros da comunidade para a construção e distribuição pelos bairros da região. O projeto visa a partilhar a técnica de bioconstrução com as comunidades atendidas.
Projeto Convidam Suave-
A partir do desejo de um educando em acabar com o lixo no mundo, surgiu o Convidam Suave (Construindo uma vida melhor no bairro do Recanto Suave), bairro que estamos inseridos e residência de muitos atendidos. Mutirão de limpeza, reuniões comunitárias, estudos práticos de permacultura e a horta do Âncora são ações que integram este projeto comunitário
Pontes Digitais-
Projeto de implantação de TICs – Tecnologias de Informação e Comunicação – nas comunidades de aprendizagem, para apoiar a relação entre a escola e a comunidade. É realizado em parceria com a Natura e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Cotia
Encontros de Educação-
Projeto que promove encontros com o tema da educação, com a presença do professor José Pacheco, educadores do Projeto Âncora e diferentes convidados a cada edição. A partir dos encontros, são produzidos vídeos e livros para serem utilizados na formação de educadores. (http://www.projetoancora.org.br)

Com base no projeto Âncora, parece ser difícil o aluno não ter interesse e motivação para participar das aulas. Portanto, é uma saída mais democrática e formativa ao aluno.

Referências:
2. Projeto Âncora (http://www.projetoancora.org.br)





[1] A título de sugestão, tem-se o trabalho de ARAÚJO, U. F.; SASTRE, G. (Org.). Aprendizagem baseada em problemas no ensino superior. São Paulo, SP: Summus Editorial, 2009. E o de  ESTEVE, J. M. (2004). A terceira revolução educacional: a educação na sociedade do conhecimento. São Paulo, SP: Moderna, 2004.

terça-feira, 31 de maio de 2016



Colegas,

este blog foi criado para socializar algumas reflexões que tenho feito e venho fazendo..


Um abraço,
Terezinha